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terça-feira, 18 de maio de 2010

Dagoberto exalta elenco tricolor

Dagoberto elogia novo parceiro de ataque e exalta elenco tricolor.

Dagoberto ficou bastante entusiasmado com a atuação do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, pela primeira partida das quartas de final da Copa Libertadores da América. Dentre os pontos positivos apontados pelo atacante, está a estreia de Fernandão, que participou das jogadas dos dois gols do Tricolor no Mineirão.

"O Marlos, o Hernanes e eu criamos para os caras que ficam mais perto da linha do gol. Com qualidade, tudo é mais fácil. O Fernandão é um cara completão, já mostrou valor por outros clubes. Ele exibiu uma qualidade muito grande no jogo e tomara que dê sequência, porque será bom para nós", afirmou.

Além de ter ficado satisfeito com o resultado positivo obtido em Minas Gerais, Dagoberto gostou também do desempenho geral da equipe, que conseguiu neutralizar as principais jogadas do Cruzeiro, deixando Thiago Ribeiro e Kleber isolados do restante do time.

"Fiquei muito feliz, fazia tempo que não demonstrávamos um futebol tão convincente. Nós nos portamos bem diante de uma boa equipe. Envolvemos o time deles e criamos jogadas. Nosso time está no caminho certo", disse o atleta, que está observando agora o resultado do forte elenco montado pelo clube.

"Sempre tivemos grandes jogadores, mas faltava colocar isso em campo. Este é um time grande e temos que fazer o resultado por merecer. Esperamos conseguir uma sequência vitoriosa pela frente", finalizou.


Fonte: Terra

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Desbancando favoritismo da "Raposa", tricolor leva a vantagem pra casa

Tricolor sai na frente na briga por vaga na semi

Fernandão participa dos gols, e começa com o pé direito sua trajetória com a camisa do São Paulo.

O filme não se repetiu na noite desta quarta-feira, no Mineirão. Na reedição das quartas de final da Copa Libertadores do ano passado, o São Paulo venceu o Cruzeiro por 2 a 0. Com passes decisivos, o recém-contratado Fernandão estreou como se já conhecesse de longa data os companheiros de clube. Dagoberto e Hernanes fizeram os gols da vitória fora de casa.

Logo aos nove minutos, Henrique subiu mais que Richarlyson depois da cobrança de escanteio, e obrigou Rogério Ceni a fazer sua primeira boa intervenção no jogo.

O Cruzeiro seguia melhor na partida, e o São Paulo encontrou outro fator de complicação para sua atuação no Mineirão: o excesso dos cartões amarelos. Na primeira etapa apenas, foram três cartões, pela ordem para: Xandão, Hernanes e Richarlyson.

Mas isso não influenciou, e aos 21 minutos, após boa jogada de Marlos, que tabelou com Fernandão e cruzou, Dagoberto só teve o trabalho de completar para o fundo da rede do gol de Fábio, que nada pode fazer.

Entretanto, apesar da desvantagem o Cruzeiro seguiu pressionando o São Paulo, mas sem a mesma contundência de outrora. Assim, terminou o primeiro tempo do jogo.

Na segunda etapa, o panorama da partida parecia continuar o mesmo: o Cruzeiro pressionava, e o São Paulo acuado. Aos três minutos, Fabrício toca para Thiago Ribeiro, que bate para boa defesa de Rogério Ceni.

Porém, o primeiro tempo se repetiu, quando Fernandão recebeu no comando do ataque, e toca de calcanhar para Hernanes que, livre, toca de perna esquerda, para ampliar o placar para o São Paulo.

O São Paulo ainda teria uma chance de fazer o terceiro, quando Fernandão recebeu sozinho, na frente de Fábio, que o derrubou. O juiz, de forma errada, já marcava impedimento, prejudicando o São Paulo. Logo em seguida, outro erro do árbitro, anulando gol legal de Thiago Ribeiro, alegando outro impedimento inexistente.

A partir daí, o Tricolor se fechou, e o Cruzeiro cresceu na partida. Aos 28, Gilberto tocou para Guerrón, que tocou por cima de Rogério Ceni. Junior César apareceu para salvar o gol cruzeirense, em cima da linha. Aos 38, Roger pegou rebote de lance tirado pela zaga sãopaulina, e chutou, a bola teimou em não entrar, batendo nas duas traves da meta de Rogério Ceni, e sacramentando a vitória do São Paulo.

Agora, na próxima quarta-feira, o São Paulo pode perder por um gol de diferença, que mesmo assim será semifinalista da Copa Libertadores da América, perdendo por dois gols, sem fazer gols, teremos pênaltis. Para o Cruzeiro, só uma vitória por mais de dois gols de vantagem serve.

FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 0 X 2 SÃO PAULO

Estádio: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data/hora: 12/5/2010 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Oscar Ruiz (Fifa-COL)
Auxiliares: Abraham Gonzales (COL) e Humberto Clavijo (COL)
Renda/público: R$ 1.422.892,04 / 48.602 pagantes.

Cartões amarelos: Jonathan e Roger (CRU); Xandão, Hernanes, Richarlyson, Alex Silva e Dagoberto (SAO)
GOLS: Dagoberto, 23'/1ºT (0-1); Hernanes, 20'/2ºT (0-2).

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Gil, Thiago Heleno e Diego Renan (Guerrón, 10'/2ºT); Fabrício (Fábio Santos, 16'/2ºT), Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto (Roger, 33'/2ºT); Thiago Ribeiro e Kléber. Técnico: Adílson Batista.

SÃO PAULO: Rogério, Alex Silva, Xandão e Richarlyson; Cicinho (Jean, 37'/2ºT), Rodrigo Souto, Hernanes, Marlos e Júnior César (Jorge Wagner, 34'/2ºT); Dagoberto e Fernandão (Washington 32'/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Gomes quer compromentimento no Mineirão

Gomes vê Cruzeiro em momento melhor e cobra gol no Mineirão

Gazeta Press

O São Paulo esteve entre os clubes de melhor campanha da fase de grupos da Copa Libertadores, mas o sufoco nas oitavas de final criou uma sensação de desconfiança no torcedor. Prestes a encarar o embalado Cruzeiro, até o técnico Ricardo Gomes admite que a Raposa atravessa um momento melhor, apesar de evitar o rótulo de favorito ao rival.

"Com a saída do Corinthians, somos a equipe com a melhor campanha (da fase de grupos). Já nas oitavas, o Cruzeiro foi melhor que o São Paulo, mas só veremos o favoritismo depois do primeiro resultado, que é muito importante. Falar antes de dois jogos é difícil. Se fosse só por um, daria para dizer que é o Cruzeiro, mas favorito não ganha jogo", alertou.

Enquanto o Tricolor empatou duas vezes por 0 x 0 contra o modesto Universitario (do Peru) e só garantiu a vaga nos pênaltis, o time celeste venceu os dois confrontos diante do tradicional Nacional (do Uruguai).

Para evitar problemas contra os mineiros, Ricardo Gomes cobra de seu time um bom poder de fogo na noite de quarta-feira, quando duelará com o adversário no Mineirão, provavelmente contando com o reforço de Fernandão.

"Não ter feito gol fora de casa nos prejudicou até contra um adversário mais fraco como o Universitario. Se tivéssemos conseguido pelo menos o 1 x 1 lá, eles teriam saído mais no Morumbi e poderiam ter levado gol. Por isso, é muito importante marcar gol fora de casa", avaliou.

E Gomes sabe como será difícil furar a defesa da equipe celeste, que vem se destacando pelo bom entrosamento na temporada e estreou no Campeonato Brasileiro com vitória por 2 x 1 sobre o Internacional, no Beira-Rio.

"O Cruzeiro modificou menos que o São Paulo em relação ao último ano. Isso tem um peso. Eles têm um time bem equilibrado em campo e com velocidade, até pelo tempo que estão jogando juntos", salientou.

Depois do encontro no Mineirão, a partida de volta entre as equipes será realizada no dia 19, no estádio do Morumbi.

Fonte: Placar

Duelo de campeões termina empatado

Empate prevalece no duelo dos últimos campeões brasileiros

Sem diversos titulares, Flamengo e São Paulo dividiram honras.

Donos dos últimos quatro títulos do Brasileirão, Flamengo (em 2009) e São Paulo (em 2006, 2007 e 2008) estrearam no Brasileiro com a cabeça na Libertadores. Com diversos jogadores titulares poupados, Flamengo e São Paulo empataram por 1 a 1, neste domingo, no Maracanã.

Agora os dois clubes podem focar na Libertadores, competição na qual terão compromissos na próxima quarta-feira, pelas quartas de final. O Flamengo terá pela frente a Universidad de Chile, no Maracanã, enquanto o São Paulo vai encarar o Cruzeiro, no Mineirão. Já pelo Brasileiro, os proximos confrontos de Fla e Sampa serão contra o Vitória e Botafogo, respectivamente.

CORAÇÃO VALENTE ATÉ O FIM

Apesar de a tradição que envolve o confronto, Flamengo e São Paulo pareciam congelados pela tarde fria no Maracanã. Praticamente composto por reservas, o Tricolor Paulista esperou o mistão do Fla sair ao ataque e as chances de perigo no começo do jogo foram raras. Também longe do entrosamento ideal, o Rubro-Negro apostou em diversos suplentes e pouco conseguiu produzir. Até os 30 minutos, as melhores chances de gol surgiram de bolas paradas.

Aos 18, Petkovic cobrou falta perto da área e assustou o goleiro Rogério Ceni. A bola passou perto da trave e arrancou alguns gritos da torcida. Por sua vez, aos 28, Rogério foi ao ataque e quase balançou a rede. Em falta batida na entrada da área, o goleiro carimbou a trave direita de Bruno.

Sem Adriano e Vagner Love, o setor ofensivo do Fla teve como referência Denis Marques. Pouco acionado, o atacante das trancinhas não deu trabalho à defesa são-paulina. O nível técnico do confronto não era dos melhores e as duas equipes seguravam a posse no meio de campo.

Quando parecia que o placar não seria alterado no primeiro tempo, Washington decidiu surpreender no Maior do Mundo. Aos 44 minutos, Léo Lima iniciou jogada ao servir Marcelinho Paraíba de cabeça e o atacante tricolor só teve o trabalho de cruzar para Washington, que se colocou dentro da pequena área e empurrou de carrinho para a rede.

TRANCINHA ARTILHEIRA

Na volta do vestiário, o técnico Rogério Lourenço sacou Fernando para a entrada de Michael e a mudança não demorou a surtir efeito. Logo aos cinco minutos, Michael fez lançamento perfeito do campo defensivo para Denis Marques, que dominou e teve tranquilidade para vencer Rogério Ceni com um chute à esquerda do goleiro.

O cenário estava pronto para a pressão do Flamengo, que aumentou ao longo da segunda etapa. Aos 11 minutos, Kleberson subiu ao ataque e bateu colocado para defesa de Rogério Ceni. Em seguida, aos 20, Kleberson apareceu mais uma vez, agora para deixar Petkovic de frente ao gol. No chute, Xandão fez desvio providencial, mas que proporcionou um lance espetacular. Na batida do escanteio, Pet acertou escanteio da esquerda na trave e quase decretou a virada.

Do lado paulista, a melhor chance de voltar a ficar à frente do placar esteve nos pés de Washington, mas o atacante livre de marcação perdeu gol feito. A chuva que começou fraca na primeira etapa, decidiu cair mais fortemente e atrapalhou de vez a vida dos atletas. Nos últimos minutos, o Flamengo até tentou buscar os três pontos, mas parou na marcação do São Paulo, que quase aprontou. Aos 46 minutos, Marlos surgiu sozinho na direita da área e chutou com categoria. A bola caminhava para o gol, mas David tirou em cima da linha e livrou o Rubro-Negro de um tropeço ainda maior em casa.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 1 X 1 SÃO PAULO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 9/5/2010 - 16h
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/Fifa)
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA/Fifa) e Carlos Berkenbrock (SC/Fifa)
Renda/público: R$ 221.151,00 / 7.729 pagantes
Cartões amarelos: Juan, Everton Silva (FLA); Marcelinho (SAO)
GOLS: Washington, 44'/2ºT (0-1); Denis Marques, 5'/2ºT (1-1)

FLAMENGO: Bruno, Everton Silva, David, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Rômulo (Fierro, 37'/2ºT), Kleberson, Fernando (Michael, 1'/2ºT) e Petkovic (Vinícius Pacheco, 30'/2ºT); Denis Marques. Técnico: Rogério Lourenço.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Wellington (Cicinho, 44'/2ºT), Xandão, Miranda e Junior Cesar; Jean, Richarlyson, Cleber Santana e Léo Lima (Hernanes, 36'/2ºT); Marcelinho (Marlos, 30'/2ºT) e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.


Fonte: Lancenet

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fernandão assina com São Paulo

Fernandão assina contrato e diz que pode jogar com Washington.

Fernandão desembarcou nesta sexta-feira de manhã e assinou contrato de um ano e meio com o São Paulo. Novo reforço do time para a disputa da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, o atacante elogiou a qualidade do elenco são-paulino e disse que não competirá com Washington por uma vaga no ataque.

"O São Paulo tem um elenco maravilhoso, que não chegou até as quartas da Libertadores por acaso. Com ou sem Fernandão é muito bom. Chegou aqui com muito mérito. Venho para ajudar com a minha maneira de ser e fazer o clube continuar vencendo como fez até hoje", afirmou, ao site oficial do clube.

Sobre Washington, o novo reforço disse que há espaço na equipe para os dois. "Eu saio um pouco mais da área e o Washington é mais fixo. Também jogo como meia. Não vai ter problema nenhum. São dois grandes jogadores e, sempre que isso acontece, podem sair coisas boas", disse.

Trocado por Carlinhos Paraíba, Fernandão jogará com a camisa 15 e deve estrear pelo São Paulo na partida contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira, no Mineirão, pelas quartas de final da Libertadores.

Fonte: Terra

quarta-feira, 5 de maio de 2010

São Paulo passa com dificuldade pra próxima fase

Ceni pega dois pênaltis e São Paulo elimina Universitário

Gazeta Press

O São Paulo passou por um sufoco incrível na noite desta terça-feira, mas, nos pênaltis, conseguiu garantir a classificação para as quartas de final da Copa Libertadores da América. O goleiro Rogério Ceni errou sua cobrança, mas pegou duas batidas (de Alva e Galván) e ainda contou com o chute para fora de Labarthe para comemorar no Morumbi.

Depois de um novo empate por 0 a 0 no tempo normal (resultado igual ao da semana passada), o Tricolor só eliminou o Universitario por 3 a 1 nas cobranças.

Hernanes, Marcelinho Paraíba e Dagoberto converteram para o São Paulo, enquanto Ceni chutou para defesa de Llontop. Já o Universitario só marcou com Ramirez.

Nas quartas de final da Libertadores, o time de Ricardo Gomes enfrentará o vencedor do duelo entre Nacional (do Uruguai) e Cruzeiro, que está em vantagem no duelo.

O jogo: O técnico Ricardo Gomes foi vaiado no momento em que o sistema de som anunciou seu nome no Morumbi, mas adotou uma nova estratégia nesta terça-feira, barrando novamente Washington para a entrada de Fernandinho, que, logo no primeiro lance do jogo, encontrou espaço pela direita, fez boa jogada individual e cruzou para o meio da área. Porém, Llontop defendeu antes de Dagoberto alcançar.

Aliás, a primeira jogada do Tricolor na partida deu mostras do que o torcedor assistiria até o intervalo, com o São Paulo impondo bastante velocidade, mas pecando no momento de concluir as jogadas. A situação só foi diferente quando a equipe local arriscou em jogada aérea. Aos 18, Hernanes cobrou escanteio e Rodrigo Souto subiu entre os defensores para cabecear na trave.

Na jogada seguinte, em cobrança de falta, Cicinho levantou a bola na área e o Tricolor levou nova vantagem pelo alto, desta vez em cabeceio de Miranda, que passou para fora. Mas o Universitario percebeu seu próprio ponto fraco e passou a evitar faltas próximas à área.

Com isso, o Tricolor teve que voltar a trabalhar apenas na velocidade. Marlos aproveitou vacilo da defesa para dominar na área e chutar cruzado. Llontop se esticou para defender e contou ainda com a ajuda da defesa, que afastou o rebote. Apesar do forte poder de marcação, o time peruano demonstrou sua fraqueza na frente. A primeira jogada do time de Juan Reynoso saiu aos 36, quando Alva trabalhou sozinho pela esquerda e tentou cruzar para Piriz, mas a defesa são-paulina se fechou bem para tirar.

Nos minutos finais antes do intervalo, o São Paulo seguiu com um esquema veloz e sem eficiência para dar trabalho ao goleiro Llontop, com vaias da torcida no apito do árbitro. Desta forma, no intervalo, Ricardo Gomes decidiu alterar o esquema, tirando Jorge Wagner para a entrada de Washington. Já no Universitario, Juan Reynoso trocou de atacantes, com Labarthe na vaga de Piriz.

O clube peruano se mostrou um pouco mais ousado no segundo tempo, mesmo com dificuldade para chegar com perigo à meta de Rogério Ceni. O São Paulo até permitiu os avanços do adversário, mas logo se reorganizou com o novo sistema e retomou o domínio. Dagoberto recebeu em velocidade pela direita e cruzou na segunda trave para Marlos, que, livre, carimbou o travessão.

Apesar de impor seu ritmo de jogo, o Tricolor abusou dos passes errados, o que atrapalhou sua busca pelo gol. Cicinho até conseguiu sair de frente para a meta e concluiu para ótima defesa de Llontop, mas o árbitro invalidou o lance, alegando impedimento duvidoso.

Pouco depois, a bola passou por Hernanes e Washington na área, chegando para Dagoberto finalizar com liberdade, exigindo trabalho incrível do goleiro. Em seguida, o Tricolor quase abriu o placar. Washington dominou na direita, de costas para o zagueiro, girou e chutou cruzado. Diante do gol aberto, Dagoberto não alcançou para completar no carrinho.

Com a torcida impaciente nas arquibancadas, Dagoberto deixou Fernandinho de frente para a meta, mas o goleiro Llontop defendeu. Na sequência da jogada, Washington mandou por cima do travessão.

Nos pênaltis, o Tricolor garantiu a vitória por 3 a 1 sobre a equipe peruana.

Fonte: Placar

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fernandão perto de ser um jogador do São Paulo

Perto de acerto, Fernandão já torce pelo São Paulo na Libertadores.

As diretorias do São Paulo e do Goiás ainda não fecharam o acordo, mas Fernandão já fala ao menos como torcedor do time tricolor. O atacante afirmou que espera ver uma vitória de Rogério Ceni e seus companheiros nesta terça-feira, diante do Universitário (PER), pela Libertadores.

“Eu sempre torço pelos meus amigos. E tenho grandes amigos no São Paulo”, afirmou Fernandão, que ainda treina com o Goiás, em entrevista ao diário Lance. “O Jorge Wagner foi campeão comigo na Libertadores no Inter, em 2006, e tantos outros. Pode ter certeza de que estarei torcendo muito pelo São Paulo.”

Apesar de apoiar a equipe paulista no duelo que será realizado no Morumbi, às 19h30, pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores, o jogador confirmou ainda não ter certa a transferência. Mas espera uma definição para este meio de semana e não esconde a vontade de atuar no São Paulo.

“Não me envolvo (nas negociações) porque treino todos os dias, deixei nas mãos do Paulo Roberto, que é meu empresário, e do Edminho, dirigente do Goiás”, explicou. “O São Paulo é um clube que admiro, respeito muito porque sei que lá as coisas acontecem de maneira séria, profissional. Quem trabalhou comigo sabe que sou assim.”

PARA LIBERAR

São Paulo e Goiás seguem com a longa negociação por Fernandão, que se espera ser fechada entre terça e quarta-feira.

O Goiás fez dois pedidos para liberar Fernandão: Carlinhos Paraíba e Marcelinho Paraíba por empréstimo ou Carlinhos Paraíba, Léo Lima, também por empréstimo, e mais R$ 600 mil. Nas duas situações, o São Paulo ainda pagaria os salários dos jogadores citados.

Fonte: Uol


quinta-feira, 4 de março de 2010

São Paulo só empata

São Paulo pressiona Oeste, mas só empata

Ainda no G4 do Paulistão 2010, Tricolor perde muitos gols e fica no 0 a 0 com o time de Itápolis.

São Paulo e Oeste ficaram no 0 a 0 em Araraquara. O jogo disputado nesta quarta-feira terminou sem gols, embora ambos os times tenham criado boas chances durante a partida. O Tricolor foi melhor durante a partida, mas não conseguiu converter em gols esta superioridade. Apesar do empate, o time do Morumbi continua no G4 do Paulistão 2010.

O São Paulo foi melhor durante todo o primeiro tempo. Pela esquerda, direita e meio, o Tricolor pressionou o Oeste, mas não conseguiu marcar. Apesar da superioridade, entretanto, o time de Itápolis teve grande chance de gol aos 11 minutos da primeira etapa em uma chegada de Ricardinho.

Washington perdeu algumas boas oportunidades, assim como Cléber Santana e Dagoberto que também pararam na boa atuação do goleiro Neneca. Mesmo depois da expulsão de Mazinho, após carrinho violento em Jean, o São Paulo não conseguiu chegar ao gol.

O que chamou a atenção, foi a ousadia de Milton Cruz que tirou Richarlyson dois minutos depois da expulsão e colocou Fernandinho em campo, deixando o São Paulo mais ofensivo.

O Tricolor paulista continuou pressionando no início da segunda etapa, enquanto o Oeste esperava uma oportunidade para o contra-ataque.

Aos 9 minutos, o atacante Washington perdeu mais um gol claro. Após escanteio cobrado por Cléber Santana, Dagoberto escorou para o meio da área e, livre dentro, o camisa 9 do São Paulo cabeceou para fora, desperdiçando chance incrível.

O Tricolor tentou com chutes de longe e bolas alçadas na área, mas não conseguiu furar a zaga do Oeste. Quando passava pelo ferrolho, esbarrava nas boas defesas de Neneca.

Com 24 minutos do segundo tempo, o jogo ficou igual também no número de jogadores. Cléber Santana, fez falta dura e recebeu cartão vermelho. O Tricolor continuou melhor, pressionou, mas não conseguiu marcar o seu gol.

E ainda quase sofreu um nos acréscimos, aos 46 minutos. Após interceptar lançamento de Rogério Ceni, o Oeste saiu no contra ataque, que foi parado pela mão de Wellington, que entrara em campo justamente para fazer a função de Cléber Santana. Pelo lance o jovem volante do Tricolor acabou expulso.

Mas o Oeste não conseguiu aproveitar a superioridade numérica. Foi claro durante boa parte da segunda etapa que o time se contentaria com o empate. Objetivo conquistado!

O time de Itápolis voltará a campo no próximo sábado, quando enfrentará o Grêmio Prudente, em casa. No domingo, o São Paulo viajará até Campinas para pegar a Ponte Preta.

FICHA TÉCNICA:
OESTE 0 x 0 SÃO PAULO

Estádio: Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
Data/hora: 3/3/2010 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza
Auxiliares: Osny Silveira e Ricardo Lanutto
Renda/público: R$ 281.240,00 - 7.710 pagantes
Cartões amarelos: Adriano e Wilton Goiano (OES); Jean, Miranda e Richarlyson (SPO)
Cartões vermelhos: Ricardinho, 32'/1ºT (OES); Cléber Santana, 24'/2ºT (SPO) e Wellington, 46'/2ºT (SPO)

OESTE: Neneca, Cris, Adriano, Paulo Miranda; Fernandinho, Mário, Wilton Goaiano, Kléber (Ale - 38'2ºT) e Rivaldo; Ricardinho e Mazinho (Alessandro - 25'2ºT). Técnico:João Ricardo

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Alex Silva, Xandão, Miranda e Jorge Wagner; Jean (Léo Lima - 21'1ºT), Rodrigo Souto, Richarlyson (Fernandinho - 35'1ºT) e Cléber Santana; Dagoberto (Wellington - 26'2ºT) e Washington. Técnico: Milton Cruz.


Fonte: Lancepress

quarta-feira, 3 de março de 2010

As 5 bombas que o São Paulo precisa desarmar

A insurreição de jogadores da base abriu os porões do Morumbi.

Os processos movidos contra o São Paulo pelos jogadores das categorias de base mostram apenas parte do pavio que leva a uma série de bombas espalhadas pelo clube do Morumbi. No CT de Cotia, por exemplo, os jovens simplesmente não acreditam que poderão atuar um dia na equipe principal. "A base é chamada de 'Time da morte', porque ninguém chega ao profissional", diz Oscar, um dos que processam o clube, considerado até então a maior revelação são-paulina desde Kaká.

Além dele, de Diogo e de Lucas, outro insatisfeito é Matheus Finisguerra. Segundo a mãe, Ana Finisguerra, o clube não quis renovar o contrato do garoto porque seu agente é Giuliano Bertolucci, que, depois da insurreição da base, passou a ser considerado inimigo pela cúpula são-paulina. Com o contrato perto do fim, Matheus foi dispensado dias antes do início da Copa São Paulo de Juniores.

O imbróglio envolvendo jovens talentos, empresários e diretoria afeta o time principal. O último prata da casa bem vendido foi Breno. A escassez na produção de atletas com possibilidade de negociação para o exterior culmina também com menos negociações lucrativas para o clube. PLACAR rastreou onde estão as minas que o presidente Juvenal Juvêncio precisa desarmar para que o São Paulo não tenha seus terrenos devastados.

1. Guerra de agentes

A briga de agentes com a diretoria e entre empresários é uma amostra da batalha em que se transformou Cotia, berçário do clube.

Os casos de Oscar e Lucas Piazon, agenciados por Giuliano Bertolucci, só mostram a ofensiva do São Paulo, que ocorre há algum tempo, em fazer com que os pratas da casa rescindam seus contratos com ele. "O Geraldo mandava documentos para eu assinar dizendo que o Matheus não era empresariado pelo Giuliano nem por nenhum outro agente", diz Ana Cristina Finisguerra, mãe do jovem Matheus.

Por meio da assessoria de imprensa do clube, José Geraldo de Oliveira (o Geraldo), supervisor das categorias de base, se limitou a dizer que conversa com os pais dos garotos, mas que não indica empresários. A origem da discórdia é a disputa por porcentagens dos direitos dos atletas. "Eu ignoro essa gente [empresários que atuam na base]. Aqui é um jogo militar, não entra, não é recebido", afirma o presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio.

Do outro lado, agentes insinuam, sem citar nomes, que a diretoria age assim para favorecer algum empresário. "Isso é uma balela que não pode prosperar", declara Juvenal. A entrada de um novo agente no mercado pode colocar mais lenha na fogueira. Tadeu Cruz, filho de Milton Cruz, auxiliar-técnico e homem de confiança de Juvenal, conseguiu a licença da Fifa no ano passado. Informalmente, diz que será inevitável em algum momento negociar no clube. "Não posso proibi-lo de trabalhar, mas posso proibir que ele trabalhe aqui dentro. Ele já foi avisado, aqui ele não chega perto", afirma Juvenal. Uma pimenta a mais nessa história é a relação de amizade que Tadeu tem com Bertolucci, atual inimigo número 1 da cúpula tricolor.

2. Efeito cascata

Henrique, de 18 anos, reserva do São Paulo, simboliza a rapidez com que a batalha nas categorias de base entre Giuliano Bertolucci e o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, refletiu no time profissional.

O atacante foi procurado por cartolas do clube que tentaram convencê-lo a trocar de agente. A investida fracassou, mas os dirigentes não desistiram. O cenário apresentado para Henrique é que, enquanto estiver com Bertolucci, não vai deixar de jogar, mas terá dificuldades para renovar contrato, assim como aconteceu com Matheus. Pedir um reajuste, nem pensar. "Quando o Henrique se apresentou, eu disse: espero que você não me decepcione também", afirmou Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol.

Essa crise pode mudar o ritmo da entrada de jovens no time principal. O episódio reforçou a convicção do técnico Ricardo Gomes que jogadores só devem ser promovidos se forem escalados imediatamente. Para o treinador, conviver com os profissionais, sem ter a chance de jogar, não traz benefícios aos jovens. Eles convivem com atletas que ganham mais, ficam mais ansiosos para deslanchar e não aceitam a reserva. Oscar, por exemplo, antes de entrar na Justiça, cobrava seu empresário para ajudá-lo a ganhar mais e a entrar na equipe principal.

Segundo Gomes, contra o Mirassol (pela segunda rodada do Paulistão), ele escalaria mais pratas da casa, além dos cinco que jogaram. "Antes das férias falei para os garotos, inclusive Oscar e Diogo, que eles jogariam o Paulista", disse o técnico. Oscar duvida: "Qual é a garantia? Em 2009, eu fazia treinos como titular e, às vezes, nem era relacionado para o jogo".

O clima bélico aumenta a pressão para que os garotos sejam promovidos. Wagner Ribeiro, agente de Marcelinho, revelação na Copa São Paulo, ameaça tirá-lo do Morumbi caso o jogador não receba atenção e chances para atuar.

Mas Gomes está decidido a não promover as revelações imediatamente. A menos que perca atletas do profissional. Na outra ponta da corda, os cartolas querem mais jovens no time principal, para valorizar o investimento no CT de Cotia. "Sempre disse que quero o time jogando com 90% de atletas da base", afirma Juvenal Juvêncio.

Também pode haver reflexo nas futuras contratações. Além da força de Bertolucci na base de times brasileiros, ele tem clientes consagrados, como Elano, Luisão e outros jogadores de seleção. Ou seja, caso se interesse por algum atleta de Bertolucci, o São Paulo pode ser preterido. Ao mesmo tempo, a rusga pode ser mais um obstáculo para o tricolor negociar com clubes europeus. Bertolucci tem contatos no Benfica, na Inglaterra e na Turquia.

3. Falta de dinheiro

Em 2009, o Corinthians virou motivo de chacota no Morumbi por fechar contratos de patrocínio para um único jogo. Só que agora é a vez de o São Paulo agir assim. "Faremos patrocínios de um jogo só porque quero sentir o mercado. Depois farei um contrato maior que o anterior, porque temos uma marca forte", diz o presidente Juvenal Juvêncio.

O cartola não convenceu a LG a pagar cerca de 30 milhões de reais, quase o dobro do que a empresa desembolsava, para renovar contrato.

Além do patrocínio, o clube tem problemas com outra fonte de receita: o Morumbi. O estádio, que perdeu o Corinthians como inquilino, ficará um período fechado para obras visando a Copa de 2014 e o clube terá de jogar em Barueri, pagando aluguel. "Não tem problema, o aluguel é barato e eles têm 12 camarotes para acomodar os nossos", diz Adalberto Dellape, diretor de marketing.

A diminuição nas receitas aumenta a pressão para que as categorias de base forjem um jogador capaz de alcançar uma venda milionária. Porém, nos últimos dois anos, o centro de formação gerou mais gastos do que receita. Segundo Juvenal, ele consome 8 milhões de reais por ano. E, de acordo com o balanço de 2008, foram torrados 2,9 milhões de reais com as dispensas de 33 jogadores formados na base.

O presidente não demonstra pessimismo. "Vamos fechar o balanço de 2009 provavelmente com um pequeno superávit", diz.

4. Ataques ao comando

Juvenal Juvêncio, antes unanimidade, começa a sofrer ataques, ainda que de forma velada.

O fato de Cotia custar a produzir um jogador que renda uma venda milionária é uma das principais queixas. A autonomia e a distância entre os responsáveis pelo futebol amador e profissional incomoda. "O pessoal da base tem o rei na barriga", diz José Augusto Bastos Neto, ex-presidente.

Incomodado com as declarações que considerou inoportunas de alguns dirigentes, Juvenal deve diminuir os poderes dos que os cercam. Avalia que não estão preparados para agir em momentos críticos. Saíram chamuscados do episódio Kalil Rocha Abdala, diretor jurídico, e Marco Aurélio Cunha. Ambos deram declarações consideradas desastrosas pelo presidente. O superintendente de futebol, acusado por Oscar de pressioná-lo a mudar de empresário, rebate: "Jamais pedi para ele ou outro jogador trocar de empresário. O que sempre digo é que é melhor não ter empresário".

Sobre a fala de Cunha, de haver erros na base, Juvenal disparou: "Quem entende de futebol é só 1%, o resto é assistente". "Se ele não concorda, tudo bem. Ele que manda", diz Cunha.

Juvenal também é contestado por diretores por insistir em atletas com histórico de indisciplina, como André Luís, e pagar altos salários a jogadores medianos. "Não me preocupo se já foi indisciplinado. Aqui não faz. Se fizer, eu ponho na rua", diz Juvenal.

O cartola não perde a pose com os focos de insatisfação. Não se assusta com o passado de Palmeiras, Corinthians e Santos, que viram o fim do reinado de cartolas a partir da cumplicidade de ex-aliados com a oposição. E tudo começou com tímidas demonstrações de contrariedade.

5. Justiça em cima

A pilha de processos em cima da mesa dos advogados são-paulinos não tem apenas casos de atletas da base. Desde 2003, 21 jogadores acionaram o clube. "O número não é alto se for comparado aos outros times. A maioria dos processos é por direito de arena [repasse que os clubes têm que fazer referentes à transmissão dos jogos]", diz Marcel Belfiore, uns dos advogados do São Paulo.

Entre os atletas que brigam com o São Paulo na Justiça estão Amoroso, Souza e Aloísio. Pelo menos mais três jogadores consultaram advogados para estudar ações semelhantes.

Acusações de coação contra o clube, como as feitas por Oscar, não são inéditas. Em 2009, o São Paulo assinou no Ministério Público do Trabalho um Termo de Ajustamento de Conduta, comprometendo-se a não coagir ex-funcionário que entra na Justiça em busca de indenizações.

Em breve, o clube deverá dar explicações ao MPT, que quer justificativas sobre as emancipações na base.

Fonte: Placar