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terça-feira, 18 de maio de 2010

Grêmio com desfalques diante de Santos na semi da Copa do Brasil

Defesa gremista estará descaracterizada diante do Santos.

A dúvida virou certeza na segunda-feira. Após ser substituído diante do Corinthians, as chances de Mário Fernandes não participar do jogo diante do Santos, pela volta da semifinal da Copa do Brasil, eram grandes. À tarde desta segunda, o departamento médico gremista confirmou a ausência do zagueiro na quarta-feira.

O jogador tem sofrido com fortes dores no ombro. Diante do Timão, Mário precisou ser substituído, pois o problema voltou a incomodar. Os médicos do clube indicavam que o defensor não deveria ter atuado sequer no confronto de ida diante do Peixe, mas mesmo assim ele atuou no meio da semana e no domingo. O zagueiro ficará por tempo indeterminado afastado até estar 100% novamente.

Com isso, a defesa gremista terá três desfalques. Além de Mário, Rodrigo, suspenso e Neuton, lesionado, ficam de fora.

O miolo defensivo será composto por Rafael Marques e Ozeia. A dupla atuou junta somente duas vezes na temporada. O lateral direito Edílson deverá ser deslocado para o lado esquerdo, função que ele exerceu diante o próprio Santos, após o Tricolor sofrer o segundo gol. A má atuação de Bruno Collaço diante do Corinthians, praticamente, tirou suas chances de atuar na Vila Belmiro. Na direita deve entrar Joílson.

O provável Grêmio: Victor: Joílson, Ozeia, Rafael Marques e Edílson; Adílson, Willian Magrão, Douglas, Hugo (Maylson); Jonas e Borges.

Para chegar à decisão, o Grêmio joga pelo empate, já que em Porto Alegre venceu por 4 a 3.


Fonte: Gazeta Press

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Meninos da vila até que tentaram, mas a noite era do "Imortal"

Em jogo emocionante, Borges faz três e Grêmio bate Santos.
Partida com muitos gols, André faz dois, mas Borges marca três vezes e garante vitória gremista.

Pelé é eterno. O Grêmio é imortal. O estatuto do clube gaúcho deveria ter como norma que quem veste a camisa tricolor precisa acreditar sempre. O time de Silas acredita sempre. Diante do Santos, pela Copa do Brasil, os gaúchos protagonizaram uma virada histórica, em um jogo mágico, repleto de emoção e com uma reviravolta inesperada. O resultado de tudo isso foram sete gols na partida de ida da semifinal, um jogo eletrizante e uma vitória gremista por 4 x 3, no Olímpico.

Se Victor e Ganso ficaram fora da lista de Dunga, eles participaram de uma partida de fazer inveja a quem disputará a Copa da África, fazendo o Olímpico ir da melancolia até a euforia total.

A escalação do Grêmio mudou para enfrentar o Peixe. A equipe entrou com três zagueiros. Foi trágico. Em 20 minutos de partida, André tinha marcado duas vezes. Os gremistas precisaram se reinventar. Apagar da memória os gols sofridos e voltar para o segundo tempo lembrando das defesas de Felipe, proporcionando o resultado favorável aos paulistas.

A mentalização deu certo. O Grêmio foi outro no segundo tempo. Borges fez um. Depois fez outro. Jonas, em um golaço de fora da área, virou. O quarto saiu, outra vez, com Borges. No finalzinho, Robinho descontou.

Na semana que vem, na Vila Belmiro, o Tricolor atua pelo empate ou por derrota por um gol até o 3 x 2. Para chegar na final, o Santos precisa vencer por dois gols.

Antes do confronto de volta, os dois times atuam no fim de semana pelo Campeonato Brasileiro. O Grêmio recebe o Corinthians, no Olímpico. O Santos, na Vila, enfrentará o Ceará.

O JOGO

O Santos modificou o Grêmio. Silas retornou ao 3-5-2 do começo da temporada. A mudança tinha dois objetivos. O primeiro era fortalecer a defesa diante de um adversário ofensivo, mesmo com o jogo sendo no Olímpico. Proteger o pendurado Rodrigo era o segundo ponto da troca de sistema. Não funcionou.

A ideia começou a se esfarelar aos 13 minutos, quando o zagueiro gremista recebeu o terceiro amarelo, ficando de fora do encontro da próxima semana. Em um jogo corrido, com poucas faltas e bem jogado, os visitantes, praticamente, eliminaram a sobra gremista, ora adiantando Ganso, ora avançando Wesley pela direita. Mesmo com o esquema gaúcho sendo mais conservador, os dois times encontravam espaços, criavam oportunidades.

Quem aproveitou melhor as características do confronto foi o Santos, mas numa partida em alta velocidade, o primeiro gol saiu na bola parada. Após cobrança de escanteio, a bola cruzou toda a extensão da pequena área, Victor observou toda a trajetória, mas não interceptou. A defesa não acompanhou André. O centroavante testou para dentro do gol, aos 15 minutos.

A estratégia proposta por Silas ruiu de vez aos 20 minutos. Douglas perdeu a bola na transição da defesa para o ataque, André passou como se fosse o Papa Léguas entre dois defensores gremista, dali o destino foi o segundo gol santista.

O Tricolor retomou o 4-4-2, jogando Edílson para a lateral esquerda. O Grêmio melhorou, empilhou chances. Felipe brilhou em todos os momentos. Primeiro defendeu pênalti cobrado por Jonas. O artilheiro gremista em 2010 flexionou seu tronco, colocou as mãos na cabeça. Entrou em desespero com a oportunidade perdida. O erro o abalou praticamente, fazendo Borges atuar isolado no ataque. O goleiro do Peixe ainda salvou cobrança de falta de Edílson, o chute de Adílson de dentro da área e o voleio por trás da defesa de Borges.

O pecado da noite apareceu no pé de Paulo Henrique Ganso. Nas imediações da marca do pênalti, o meia tocou sobre Victor, vendo seu lance genial terminar no travessão, borrando o que seria uma pintura de gol.

Fugir das origens custou dois gols para o Grêmio no primeiro tempo. Recuar custou quatro bolas na rede do Santos. Menos ousado, o Peixe cedeu espaço e parou de atacar. Aos 11 minutos, Dorival Júnior tirou o meia Marquinhos para o ingresso do volante Rodrigo Mancha. A presença do jogador de marcação durou nove minutos.

Nesse curto período, o Tricolor empatou, mudando o panorama em campo. Primeiro, Borges completou lance iniciado pelo lado esquerdo. Depois, o camisa 9 concluiu após roubada de bola e três trocas de passe rápido, resolveram a questão. Logo após o segundo gol, Mancha foi retirado para a entrada de Rodriguinho. Ao chegar ao banco de reservas, o volante despejou toda sua raiva, distribuindo socos na poltrona da casamata, como um boxeador que agride um saco de areia em seus treinos.

A imortalidade tricolor já devia ter sido ouvida na Vila Belmiro, mas o Santos não a conhecia. Na úmida noite de quarta-feira, o clube paulista foi apresentado a ela, em chute - que chute - de Jonas, aos 22 minutos. O atacante voltou revigorado do vestiário, melhorou a atuação, culminando com um arremate de longe, forte, no ângulo.

Só que a imortalidade pegou a mão para, depois, ficar com o braço. A defesa do alvinegro falhou, deixando Borges livre para marcar o seu terceiro no jogo, o quarto do Grêmio. O Santos não desistiu, descontando com Robinho, que fechou o placar no jogo do ano de 2010.

Fonte: Placar

domingo, 9 de maio de 2010

Victor garante vitória de Grêmio na estréia

Victor brilha na estreia e evita derrota do Grêmio para Atlético-GO
Gazeta Press


Prestes a disputar sua primeira Copa do Mundo, o goleiro Victor teve uma exibição de gala neste sábado. Muito exigido, o camisa 1 evitou a derrota do Grêmio na estreia do Tricolor no Campeonato Brasileiro. Fora de casa, a equipe do técnico Silas, que jogou boa parte da segunda etapa com um jogador a menos - Ozeia foi expulso -, empatou por 0 x 0 com o Atlético Goianiense.

Os goianos dominaram a partida e criaram diversas oportunidades. No entanto, a atuação inspirada do goleiro da seleção brasileira evitou o triunfo do time de Geninho. Com a proximidade da convocação final para o Mundial da África do Sul, que será na próxima terça-feira, o arqueiro teve uma atuação para convencer Dunga a levá-lo para ocupar o banco de reservas de Júlio César, da Internazionale.

O JOGO

Embalado pelo título Goiano e reestreando no Campeonato Brasileiro da Série A após 24 anos, o Atlético Goianiense começou pressionando o time misto do Grêmio em busca do gol. Logo a um minuto, o Dragão assustou a meta do goleiro da seleção brasileira Victor. Ayrton arriscou e tentou surpreender o camisa 1 gaúcho, que apenas observou a bola passar rente ao travessão.

A pressão dos mandantes se manteve e o time de Geninho criou outra excelente chance aos seis minutos. Ayrton cobrou falta e obrigou Victor a fazer uma excelente defesa. Acuado, o Grêmio dependia das bolas paradas para buscar o ataque, especialmente nas jogadas originadas por Edílson.

Com 15 minutos, o Tricolor Gaúcho pela primeira vez assustou o pequeno público no Serra Dourada e, de quebra, acertou a trave do goleiro Edson. Edílson, um dos destaques da partida, cobrou escanteio direto para o gol e carimbou o poste. O camisa 1, por sua vez, falhou e não encontrou a direção do arremate.

Depois da oportunidade, o Grêmio equilibrou o jogo e passou a ameaçar a defesa rival. No entanto, o Atlético Goianiense era quem criava as melhores oportunidades de gol. Aos 30 minutos, Victor se esticou todo para defender o arremate de Ramalho, que passou à direita. Logo em seguida, Marcão fez boa jogada e obrigou o goleiro tricolor a trabalhar de novo, a bola saiu novamente ao lado da meta visitante.

Na segunda etapa, o Grêmio aumentou o ritmo e cresceu no duelo. Logo aos 11 minutos, Hugo cobrou falta com categoria e carimbou o travessão de Édson. Mas, enquanto passava a dominar o jogo, Silas tirou o meia de criação e colocou em campo o volante Fábio Rochemback, recuando a equipe.

A boa postura do início acabou minada. E, para piorar a situação gremista, Ozeia cometeu falta em Rodrigo Tiuí, aos 28 minutos, e recebeu o cartão vermelho. Contudo, o Tricolor Gaúcho tinha na meta Victor. A partir da saída do zagueiro, o goleiro passou a trabalhar dobrado para garantir a igualdade.

E o camisa 1 foi feliz na sua missão. Com grandes defesas, como aos 36 minutos após chute de Marcão, que estava livre dentro da área, Victor garantiu o empate na estreia gremista e, 'indiretamente', carimbou seu passaporte para a Copa do Mundo. A convocação da seleção brasileira para o Mundial será terça-feira.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-GO 0 x 0 GRÊMIO

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data: 8 de maio de 2010, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes (Fifa-SP)
Assistentes: Dibert Pedrosa (Fifa) e Rodrigo Jóia (ambos do RJ)
Cartões Amarelos: Pituca e Juninho (Atlético-GO); Ozeia, Maylson e William Magrão (Grêmio)
Cartões Vermelhos: Ozeia (Grêmio)

ATLÉTICO-GO: Édson; Ayrton, Gilson, Welton Felipe e Chiquinho; Agenor, Ramalho, Pituca (Keninha) e Elias (Robston); Marcão e Juninho (Rodrigo Tiuí). T: Geninho

GRÊMIO: Victor; Edílson, Rodrigo, Ozeia e Neuton (Bruno Colaço); Adílson, William Magrão, Maylson e Hugo (Fábio Rochemback); Mithyuê (Roberson) e Bergson. T: Silas
Fonte: Placar

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Grêmio não decepciona torcida

Grêmio acorda no segundo tempo para garantir vaga na semifinal

Gazeta Press

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O sentimento vivido pelos gremistas do Estádio Olímpico, nesta quarta-feira, não é novo. É bem antigo. Porém, não deixa de ser especial. Daqueles que quanto mais vezes for repetido, melhor. Pela nona vez na história, o Grêmio está na semifinal da Copa do Brasil. A classificação para a penúltima etapa do torneio chegou com uma atuação sóbria diante do Fluminense, culminando na vitória por 2 a 0. No resultado agregado, deu goleada gaúcha por 5 x 2.

Na busca de sua oitava decisão, o Tricolor Gaúcho, tetracampeão da competição, enfrentará o Santos. O primeiro jogo ocorre na próxima semana, ainda sem local definido. O sorteio que definirá os mandos de campo ocorre na quinta-feira.

Após um primeiro tempo com gosto de jogo ruim, o Grêmio voltou com vontade de mostrar sua superioridade. Mostrar o seu bom momento. Fez o que quis nos 45 minutos finais. Hugo, em um chute forte e preciso, abriu o placar, aos 15 minutos da etapa final. Sete minutos depois, Jonas ampliou.

Antes de enfrentar o Santos, o Grêmio estreia no Campeonato Brasileiro. No sábado, o time de Silas enfrenta o Atlético-GO. O Fluminense inicia sua caminhada no Brasileirão diante do Ceará, no domingo.

O jogo - A bola sofreu nos primeiros 45 minutos de jogo, marcado por chutões, disputas pelo alto e muitas faltas. Nos primeiros nove minutos, o Grêmio cometeu sete faltas. A vantagem construída no primeiro jogo fez o Tricolor Gaúcho ser mais cauteloso, esperando o Fluminense, espreitando um erro do adversário.

O resultado das posturas foi um jogo acelerado, de muita bola longa e pouca qualidade. Sem conseguir penetrar na área gremista, o time carioca tentou o jogo aéreo, não levando vantagem em nenhum lance neste tipo de jogada. Na frente, o Grêmio cabeceou duas bolas, com Borges e Jonas, as duas sem perigo.

O Flu tinha espaço suficiente para avançar, mas ganhava terreno em uma região estéril do gramado, sem oferecer perigo a Victor. Mesmo tendo seus atacantes muitas vezes no mano a mano com os zagueiros oponentes, Borges e Jonas não se impuseram.

Os lances de gol apareceram somente no terço final da primeira etapa. Foram duas chances para cada time. Na primeira boa troca de passes da partida, Douglas tabelou com Jonas, o meia arrematou para fora. Em seguida, Borges tocou sobre o goleiro, desviado e sem força.

De longe, Conca tentou sem sucesso. Na única falha de marcação gaúcha, Wellington Silva recebeu livre dentro da área, porém, seu chute tocou na rede pelo lado de fora.

O ritmo do confronto atraia o Grêmio. Mesmo sem ser superior, a equipe não passava por sustos. Mesmo assim, os gaúchos acharam o caminho para o gol. Mais solto na lateral esquerda, Neuton chegou ao fundo, dificultando o funcionamento da defesa do Fluminense.

Garoto da base gremista, ele teve em quatro jogos como profissional uma ascensão meteórica. Estreou em um Gre-Nal, atuou no Maracanã e conquistou o Gauchão. Diante do Flu, ele cruzou, aos 15 minutos, a defesa afastou, a bola bateu em Jonas e Hugo disparou um tirambaço que saiu zunindo de seu pé esquerdo para encontrar a rede do gol de Rafael.

A abertura do placar deu nova pintura ao jogo. O Grêmio passou a reinar soberano. Hugo tinha espaço para avançar, dez, 20, 25 metros com a bola dominada em seus pés. Neuton passava com constância. O Fluminense ficou acabrunhado. Os espaços se multiplicavam, assim como as chances. Douglas quase marcou, não fosse boa defesa de Rafael.

A ineficiência carioca na bola área teve como ato final o segundo gol gremista. Após cobrança de falta de Rochemback, Neuton escorou para o centro da área e Jonas tocou para dentro. Era o 2 a 0. Era a classificação. O Grêmio estava na semifinal.

O Tricolor Gaúcho, vendo o adversário entregue e sem reação, buscou o terceiro, mas parou em Rafael.

Fonte: Placar

quinta-feira, 4 de março de 2010

Grêmio em busca do título antecipado

Grêmio parte em busca do título antecipado

Gazeta Press

Ao mesmo tempo em que o futebol dá a chance aos perdedores de terem uma recuperação rápida, ele concede um período curto para os campeões comemorarem. É o caso do Grêmio, vencedor do primeiro turno do Campeonato Gaúcho. Três dias após garantir a vaga à decisão verdadeira da competição, o Tricolor volta a campo para dar o primeiro passo em busca do título antecipado. A expectativa é que o time comece a pisar mais firme no chão durante a caminhada que começa diante do Avenida, nesta quarta-feira. A partida das 21h50 (de Brasília) torna-se mais uma oportunidade para o time mostrar, na abafada Santa Cruz do Sul, um futebol consistente.

O Avenida parece um adversário propício para isso. O Periquito ainda não venceu uma única vez no Gauchão, contabilizando um mísero pontinho. Apesar da taça colocada na entupida sala de troféus do Grêmio, a preocupação do torcedor está escancarada. Nas partidas no Olímpico, a insatisfação com o desempenho apresentado é perceptível sem o mínimo esforço. Mesmo que só tenha perdido uma vez no ano, não são necessários muitos dedos para contar as boas atuações dos comandados de Silas.

Sem a obrigação de vencer o segundo turno, a pressão se torna menor, mas os problemas aumentam inversamente. Nos últimos dias, o time perdeu Borges e Leandro com lesões musculares. Souza estava fora há algum tempo. Além do trio, o zagueiro Maurício e o volante Ferdinando, suspensos, também são desfalques. Além deles, serão poupados Rafael Marques, Fábio Santos e Douglas. O resumo é um time misto no gramado dos Eucaliptos.

Os problemas abrem espaço para uma possível solução. Recém contratado e campeão sem entrar em campo, Rodrigo fará sua estreia na defesa gremista. Mesmo que não tenha a altura desejada por Silas, o defensor carrega consigo muita experiência. No meio, Adilson voltará a ser titular.

Somem-se todas as ausências e elas perdem para uma isolada. Nada preocupa tanto como não ter Borges, autor de 11 gols no ano. Não são somente as bolas na rede que farão falta. No seu lugar entrará William, um jogador de menor capacidade de finalização e movimentação bem menos intensa, aumentando as dificuldades de uma equipe ainda emperrada.

"Existe briga no elenco para quem quer ser titular, mas nossa maior briga no grupo é contra os adversários, independente se eu ou o Borges jogar, o Grêmio é que tem que sair vencedor", comentou o centroavante, que, pela primeira vez, iniciará como titular.

O jogo dará a Mário Fernandes a oportunidade de apresentar o seu futebol como zagueiro. Seduzido pela zaga, ele foi avisado publicamente que se não quiser seguir na lateral, a reserva será o seu destino.

O rebaixamento do Avenida parece iminente. Com um aproveitamento de 4,1% rezar deveria ser a única solução para não cair. Porém, a campanha não chegou a esse patamar, ainda, pois Esportivo ( três pontos) e o Porto Alegre (quatro pontos) estão próximos. Sem poder escolher adversário, o Periquito se inspira na partida realizada diante do Inter.

Mesmo perdendo por 2 a 1, o time mostrou poder de reação dentro do Beira-Rio. O desfalque da partida será o lateral Barão, lesionado.

Começa tudo de novo - A fórmula do Gauchão permite que o segundo turno comece e todos sigam vivos na disputa do título, mesmo aqueles mais próximos da segunda divisão do que de alcançar a glória. Os oito times de pior campanha na primeira parte da competição estão separados por sete pontos. A desvantagem, agora, é um turno menor, com sete partidas.

Entre os mais motivados para o início do segundo turno está o Novo Hamburgo. Após passar pelo Inter na semifinal, o Anilado engrossou na final com o Grêmio, mesmo que tenha perdido por 1 a 0. O Noia pega o Porto Alegre, na Capital, em aprtida válida pelo Grupo 1. O desfalque do time será o volante Chicão, autor do gol que eliminou os colorados da semifinal.

O Porto Alegre é dono da terceira pior campanha do Regional. Durante as duas semanas de preparação, o time levou 6 a 0 do time reserva do Grêmio em jogo treino.

Pela mesma chave, também, fora de casa, o Juventude tentar sair da depressão. Já eliminado da Copa do Brasil, o clube espera ter um desempenho mais digno nos próximos jogos. Para reforçar o elenco, o garoto Robérson, da base gremista, foi contratado. O adversário desta quarta será o Inter-SM, em Santa Maria.

A primeira rodada do segundo turno apresenta uma disputa entre dois clubes do Grupo 1 desesperados por uma vitória para se distanciar da zona do rebaixamento. O Ypiranga, que contratou o técnico Agenor Piccinin, recebe o Esportivo, em Erechim. Na equipe da Serra, o técnico Paulo Turra não conquistou um ponto sequer.

Pelotas e Veranópolis, da Chave 2, tiveram tempo para se preparar. Após boas campanhas, este será o duelo mais parelho da rodada inicial.

Quarta-feira

16 horas - Porto Alegrre x Novo Hamburgo

17 horas - Inter-SM x Juventude

19 horas - Ypiranga x Esportivo

19 horas - Internacional x Santa Cruz

20h30 - Pelotas x Veranópolis

21h50 - Avenida x Grêmio

Quinta-feira

19 horas - São José x São Luiz

19h30 - Caxias x Universidade

FICHA TÉCNICA

AVENIDA x GRÊMIO

Local: Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul (RS)

Data: 3 de março de 2009, quarta-feira

Horário: 21h50 (de Brasília)

Árbitro: Márcio Chagas

Assistentes: João Lúcio Júnior e Antonio Padilha

AVENIDA: Vandré; Diego Eli, Rudi, Cassel e Emanuel; Bocha, Cinval, Diego Martins e John; Miro e Fábio Pinho

Técnico: Paulo Henrique

GRÊMIO: Victor; Edilson, Mário Fernandes, Rodrigo e Bruno Collaço; Adilson, Fábio Rochemback, Hugo e Maylson; Jonas e William

Técnico: Silas

Fonte: Placar

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Morumbi é aqui


O Morumbi é aqui

Faltavam campeões no Grêmio? O clube resolveu isso comprando de baciada.





Quando Paulo Autuori assumiu o Grêmio, em meados da Libertadores de 2009, sentiu a necessidade de ter no elenco jogadores com mais títulos no currículo. Campeão mundial com o São Paulo, em 2005, ele viu que tinha um bom grupo nas mãos. Porém, na coluna vertebral da equipe havia poucas taças na bagagem. Por melhor que fossem para o time, Victor, Réver, Fábio Santos, Túlio, Tcheco, Souza e Maxi López não eram exatamente vencedores. Apenas os dois últimos e o lateral-esquerdo Fábio Santos tinham conquistas importantes na carreira. E, mesmo assim, como coadjuvantes. Autuori indicou dois jogadores: Leandro e Borges. Um estava no Verdy Tokyo, do Japão, o outro tentava recuperar o posto de titular no Morumbi. Ambos foram nomes importantes nos recentes títulos nacionais do São Paulo.

Pois o sonho de contar com a dupla (e seu cartel de títulos) demorou quase um ano para ser concretizado. Mas foi. A esperança é que junto com Souza, o dono do meio-campo gremista desde a saída de Tcheco, Leandro e Borges possam devolver o Grêmio aos tempos das grandes conquistas - desaparecidas do Olímpico desde a Copa do Brasil de 2001. Mas ainda faltava um elemento para completar a turma de medalhões para a temporada que poderá ser a da redenção dos títulos nacionais: Hugo. Jogador do Grêmio em 2006, o meia-atacante mudou-se para o Morumbi ao fim da temporada. Ganhou títulos, mas jamais teve o carinho da torcida. Vanessa, a mulher de Hugo, gaúcha de Caxias do Sul, também foi fator decisivo para o retorno dele ao Rio Grande.

Hugo, SHugo, Souza e Leandro, juntos no São Paulo em 2007e L

Assim, o Grêmio fechou aquele que considera o "Quarteto Fantástico" para a temporada: Souza, Hugo, Leandro e Borges. E não saiu barato. Parte dos 6,5 milhões de euros pagos pelo Shakhtar Donetsk ao Grêmio por Douglas Costa foi reservado para bancar as luvas do trio - após pagar outros credores, o Tricolor ficou com menos de 1 milhão de euros. Mas valem cada centavo (de euro). No currículo, cada um dos Quatro Mosqueteiros tem mais títulos que o Grêmio da última década. Além deles, a turma do Morumbi é completada pelo técnico Silas, campeão brasileiro em 1986 com o São Paulo como jogador, e os laterais Fábio Santos e Joílson - este, sem chances no clube, deve ser negociado.

"É claro que eles foram buscados por serem experientes e, sobretudo, bons jogadores. Mas as conquistas pessoais também contaram muito para que contratássemos esses jogadores. São vencedores. E precisamos desse tipo de atleta por aqui", afirma o vice de futebol do Grêmio, Luiz Onofre Meira. Mas o dirigente vai além. O clube aposta em uma química vitoriosa na história do tricolor gaúcho para voltar a erguer taças: a mescla de jogadores experientes com a gurizada da casa. Foi assim com aqueles times responsáveis pelas principais taças no museu do clube. "Deixamos de trazer jogadores 'de grupo' para reforçarmos o time com jogadores de nome", afirma Meira. "Essa turma que passou pelo São Paulo dará equilíbrio a um elenco formado na base do Grêmio", acrescentou o vice de futebol.

Hugo, Leandro e Borges já demonstravam grande entrosamento com os demais jogadores em seus primeiros dias vestindo azul, preto e branco. A integração, a partir de Souza, Fábio Santos e Joílson, foi rápida. "Já me sinto em casa", afirma Borges. "No futebol, é difícil você jogar outra vez com amigos. No Grêmio, reencontrei Leandro, Souza, Hugo e Joílson, grandes amigos, com quem fui campeão brasileiro em 2007 no São Paulo. Nunca pensei que voltaria a trabalhar com eles. Isso dá uma motivação extra para entrar em campo. Sei que a torcida espera que consigamos repetir, aqui, aquela temporada do São Paulo", diz o atacante. A primeira semana de convivência do quarteto ocorreu na pré-temporada do time, na cidade de Bento Gonçalves. Inseparáveis, eles foram ainda o destaque dos treinos e amistosos da preparação.

Leandro trocou Tóquio por Porto Alegre com grande convicção. Estava acertado com a direção gremista há quase um ano. Só não desembarcou antes na cidade porque o clube japonês negava-se a liberá-lo. Quando voltou ao Brasil para se apresentar ao Grêmio, recebeu uma sondagem do São Paulo. Ainda nos tempos de Muricy Ramalho, o Morumbi sonhava com seu retorno. Antes de ser demitido, o técnico tricampeão brasileiro havia revelado que, de todos os sãopaulinos negociados, Leandro era aquele que ele mais desejaria ter de volta. A tentativa de repatriar Leandro ocorreu durante um jantar com o amigo Rogério Ceni, na capital paulista. O atacante agradeceu o convite, mas garantiu que seu desejo para 2010 era defender o Grêmio. "O pessoal do Grêmio foi conversar pessoalmente comigo. Estávamos acertados há muito tempo. Não os deixaria na mão", afirma Leandro.

Souza e Fábio Santos: juntos desde o ano passado

A partir de agora, o desafio dos Quatro Mosqueteiros será transformar bom ambiente e motivação em conquistas. Se nos tempos de São Paulo nenhum deles chegou a ser o esteio do time, no Olímpico a equipe de Silas será construída em torno dos quatro amigos. Souza já havia assumido esse papel na temporada passada. Por isso, era ovacionado nas vitórias e vaiado nas derrotas - no imaginário do torcedor, ele precisava resolver sempre. Agora, dividirá com Hugo, Borges e Leandro a missão. Souza e Hugo serão respon- sáveis pela armação, enquanto que Borges e Leandro devem formar a dupla de ataque. Jonas corre por fora... "Entendo que todos são protagonistas sempre. Discordo desta história de coadjuvante. São jogadores de renome e com grande experiência. Precisávamos disso por aqui", diz Souza.

Hugo também rejeita o rótulo de fazer a "escadinha" para as estrelas. Entende que desde 2007 era um dos grandes nomes do São Paulo, embora não fosse reconhecido como tal: "Cheguei ao Morumbi sob desconfiança, mas, aos poucos, fui me tornando um dos principais jogadores do time. Venci dois Brasileirões e fiz 30 gols. Isso não é coisa de coadjuvante".

Borges, Leandro e Hugo chegam para se juntar a Souza, Fábio Santos, Túlio, Rochemback, Réver e Victor, além de garotos como Mário Fernandes, Roberson, Bruno Collaço, Mithyuê, Maylson e Henrique. A intenção do Grêmio é que tal mistura termine em título ao fim da temporada. Mas fica uma dúvida: também não há a possibilidade de o vestiário do Grêmio transformar-se no vestiário do Morumbi? Com uma espécie de panelinha? "É absurdo pensar algo assim", indigna-se Borges. "É claro que somos grandes jogadores, todos com experiência, mas aqui também encontramos um grupo com excelentes atletas. Não haverá panela alguma."

O bom ambiente do vestiário também é garantido por Silas. Está escudado pelo preparador físico Paulo Paixão, tão famoso por seu trabalho motivacional e de aglutinação de grupo quanto pelo fôlego que dá aos jogadores. "Não acredito em problemas de vestiário. Todos são experientes e vencedores. Se aceitaram o desafio de trocar de clube foi para seguirem obtendo conquistas. Além disso, são excelentes homens de grupo", afirma Silas.

Silas optou por escalar Borges e Jonas no ataque no início do Gauchão

Mais um detalhe sobre o quarteto: a forte personalidade. Em diversas oportunidades, eles já foram responsáveis por declarações incendiárias. Até mesmo Hugo, o mais tranquilão da turma. Ao desembarcar em Porto Alegre para assinar contrato, ele disse que precisaria aguardar mais alguns dias para acertar-se com o Grêmio porque ainda esperava uma oferta do exterior. É claro que a torcida não gostou de ouvir isso. As línguas de Leandro e Souza, amipor exemplo, já seriam colocadas à prova no fim de janeiro, no Grenal do dia 31. "Sempre fui de falar, é verdade. Mas amadureci muito no Japão. Não faço mais provocações aos rivais", diz Leandro. Ao contrário do amigo, Souza garante que seguirá o mesmo de sempre: "Sei que provocar e falar bastante não ganha jogo, mas não deixarei nunca de dizer o que penso. Estamos em um país livre".

A estreia do quarteto em partidas oficiais, 3 x 2 contra o Pelotas de virada, funcionou como um show-room. Leandro foi contratado por sua movimentação? Pois em Pelotas atuou de meia-atacante e lateral-direito. E foi como lateral que surgiu no lado esquerdo para cavar o pênalti do primeiro gol. Borges chamava atenção pela proteção de bola? Foi em uma parede dessas que marcou o gol de empate. Hugo atraía pelos chutes de fora? O gol da vitória saiu de um chute assim. Se a primeira impressão é a que fica, o "Quarteto Fantástico" já ganhou o crédito de que precisava com a torcida tricolor.