segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cruzeiro leva a melhor em cima do Coritiba

Com os cargos de René Simões e Adílson Batista ameaçados durante a semana com o mau momento em que atravessam as duas equipes, o Cruzeiro conseguiu dar sobrevida ao seu treinador na noite deste domingo e derrubar o comandante rival. Ao derrotar o Coritiba por 3 a 1, em pleno Estádio Couto Pereira, o time celeste se reabilita e deixa o rival paranaense em situação delicada na tabela, sem vencer nos últimos sete jogos e ocupando a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Para reagir e voltar a vencer após duas derrotas consecutivas, o Cruzeiro teve a ausência do artilheiro Kléber compensada pelo brilho da dupla de ataque, autora dos três gols mineiros na partida. Os gols de Wellington Paulista e Thiago Ribeiro levaram a equipe aos 20 pontos, agora fora da zona de rebaixamento, e deram mais tranquilidade para Adilson Batista trabalhar durante a semana.
Já do outro lado, René não suportou a pressão e deixou o cargo após mais um resultado negativo. Com apenas 16 pontos somados, o Coritiba conheceu a terceira derrota seguida e completa agora sete jogos sem vitória. O desempenho da equipe só é superior a Fluminense e Sport, o que preocupa e aumenta o risco de retornar à segunda divisão brasileira.
Em situação pior que os mineiros, o Coritiba começou a partida melhor, mas foi surpreendido quando Jaílton derrubou Jonathan e o árbitro marcou o pênalti. Wellington Paulista bateu e deixou o Cruzeiro em vantagem, para a alegria de Adílson Batista no banco de reservas. Já na etapa final, em outro contra-ataque puxado logo aos 6min, Thiago Ribeiro invadiu a área, tirou o goleiro rival da jogada e mandou para as redes.
Com um placar mais folgado e Adílson Batista mais tranquilo no emprego, o Cruzeiro aproveitou para promover a reestreia do lateral Gilberto. E em nova jogada de velocidade, com troca de passes e bola na trave, aos 11min, a bola sobrou para Wellington Paulista, que fez o segundo dele. Nas arquibancadas, a torcida cobrava a diretoria e gritava "vergonha" e "adeus, René". Apagado no jogo, Marcelinho Paraíba, aos 24min, fez fila, fintou o goleiro e fez um belo gol, mas não diminuiu a insatifação da torcida mandante.

Fonte: Terra

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